Introdução ao 1º livro bíblico: Gênesis
Primeiro livro do Pentateuco (palavra grega para “cinco rolos” ou “volume quíntuplo”). Gênesis significa: “Origem ou Nascimento”, é o nome dado pela Septuaginta grega ao primeiro destes livros, ao passo que seu título hebraico Bere´•shíth (No Princípio) é tirado da primeira palavra na sua sentença inicial.
Quando e Onde Foi Escrito. O livro de Gênesis, evidentemente, fazia parte do único escrito original (a Tora Lei ou livro da lei de Moisés), e foi possivelmente terminado por Moisés no ermo do Sinai. Depois de Gênesis 1:1, 2 (concernente à criação dos céus e da terra), o livro, evidentemente, abrange milhares de anos envolvidos na preparação da terra para ser habitada pelos humanos e depois abrange o período desde a criação do homem até o ano em que José faleceu.
Um livro de apenas 50 curtos capítulos onde encontra-se nas primeiras páginas o único relato exato da história mais primitiva do homem, e um registro que mostra a relação do homem com Deus, seu Criador, bem como com a terra e suas várias criaturas! Nessas poucas páginas obtém-se, além disso, uma penetrante visão dos propósitos de Deus em colocar o homem sobre a terra. Mais à frente descobre-se por que o homem morre e o motivo da sua atual situação dificultosa, e obtém-se esclarecimento com relação à real base para fé e esperança, até mesmo com relação à identificação do instrumento de Deus para a libertação à Semente da promessa. O notável livro que contém tudo isso é Gênesis, o primeiro dos 66 livros da Bíblia.
Deus é o Autor da Bíblia, mas Ele inspirou Moisés a escrever o livro de Gênesis. Moisés, talvez tenha obtido as informações diretamente por revelação divina e por transmissão oral. É possível também que Moisés possuísse documentos escritos preservados por seus antepassados como valiosos registros sobre as origens da humanidade.
Não resta dúvida quanto a quem escreveu Gênesis. “O livro da lei de Moisés” e referências similares aos cinco primeiros livros da Bíblia, dos quais Gênesis é o primeiro, são encontradas muitas vezes a partir dos dias de Josué, sucessor de Moisés. De fato, há cerca de 200 referências a Moisés em 27 dos livros posteriores da Bíblia. Nunca os judeus contestaram que Moisés fosse o escritor. As Escrituras Gregas Cristãs mencionam freqüentemente Moisés como sendo o escritor da “Lei”, sendo o testemunho culminante o de Jesus Cristo. Moisés escreveu sob ordem direta de Deus e sob sua inspiração. (Êx. 17:14; 34:27; Js. 8:31; Dn. 9:13; Lc. 24:27, 44).
A autenticidade de Gênesis como parte do registro divino é demonstrada também pela sua harmonia interna, bem como sua completa concordância com o restante das Escrituras inspiradas. A sua franqueza denota um escritor que temia a Deus e amava a verdade, e escrevia sem hesitar sobre os pecados tanto da nação de Israel como das pessoas preeminentes nela. O livro de Gênesis é um exemplo notável de escrita inspirada por Deus. (Gn. 9:20-23; 37:18-35; Gl. 3:8, 16).
Conteúdo de Gêneses
A criação dos céus e da terra, e a preparação da terra para habitação humana (Gênesis 1:1-2, 31). Gênesis começa com impressionante simplicidade: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” Significativamente, esta sentença inicial identifica a Deus como sendo o Criador e sua criação material como sendo os céus e a terra. Esta obra se realiza em seis períodos, chamados de dias, nesses “dias” sucessivos aparecem à luz, a expansão da atmosfera, a terra seca e a vegetação, os luzeiros para separar o dia e a noite, os peixes e as aves, os animais terrestres e, por fim, o homem.
Tendo feito o homem à Sua própria imagem, Deus anuncia seu propósito triplo para com o homem na terra: enchê-la de uma prole justa, subjugá-la e ter em sujeição a criação animal. O sétimo “dia” é abençoado e declarado sagrado por Deus, que passa então a descansar de todas as suas obras. Descreve o jardim do Éden e sua localização, declara a lei de Deus sobre a árvore proibida, fala sobre Adão dar nome aos animais e daí a respeito de Deus providenciar o primeiro casamento, formando uma esposa do próprio corpo de Adão e trazendo-a a este. (Gn 2:10-14).
O pecado e a morte entram no mundo; predito o “descendente” (semente) como libertador (Gn 3:1-6). A mulher come do fruto proibido e “persuade” seu marido a unir-se a ela em rebelião e, assim, o Éden fica profanado pela desobediência. Deus imediatamente indica o meio pelo qual seu propósito será realizado. (Gn 3: 14-15). O homem é expulso do jardim, passando a viver em dor e labuta suada entre espinhos e abrolhos. Por fim, tem de morrer e retornar ao solo do qual fora tirado.
As devastações do pecado continuam fora do Éden. Caim, o primeiro filho varão nascido, torna-se o assassino de seu irmão Abel, fiel servo de Deus. Deus proscreve a Caim para a terra da Fuga, onde ele produz uma geração que mais tarde é exterminada pelo Dilúvio. Adão tem então mais um filho, Sete, que se torna pai de Enos; nessa época, os homens começam a invocar o nome de Deus hipocritamente. Adão morre aos 930 anos de idade.
Homens iníquos arruínam a terra; Deus traz o Dilúvio (Gn 5:6-11). Dá-se aqui a genealogia através de Sete. Entre estes descendentes de Sete destacam-se Enoque, que santifica o nome de Deus “andando com o verdadeiro Deus”. O próximo homem de fé notável é o bisneto de Enoque: Noé. (Gn 5:22). Nessa época, ocorre algo que aumenta a violência na terra. Filhos de Deus se casam com as lindas filhas dos homens.
Essa coabitação não-autorizada produz uma raça híbrida de gigantes conhecidos por nefilins, que quer dizer: (“Derrubadores”), que fazem um nome, não para Deus, mas para si mesmos. Portanto, Deus anuncia a Noé que eliminará os homens e os animais por causa da contínua maldade da humanidade. Só Noé acha favor diante de Deus.
Noé torna-se pai de Sem, Cã e Jafé. Ao passo que a violência e a ruína persistem na terra, Deus revela a Noé que está prestes a santificar o Seu nome mediante um grande dilúvio e manda que Noé construa uma arca de preservação, dando-lhe planos pormenorizados da construção. Noé obedece prontamente, reúne dentro da arca a sua família de oito pessoas, juntamente com animais e aves; daí, no 600° ano de sua vida, começa o Dilúvio. O aguaceiro continua por 40 dias, sendo que mesmo os altos montes ficam cobertos por até 15 côvados (quase 7 metros) de água. Depois de um ano, quando Noé finalmente pode conduzir sua família para fora da arca, seu primeiro ato é oferecer um grande sacrifício de agradecimento a Deus. (Gn 6: 1-17). Por Wagner Brito.
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Fontes de Pesquisa:
Manual Bíblico SBBInternet: Portal Batista
Bíblia
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