HISTORIA DO CRISTIANISMO, ATRAVÉS DOS SÉCULOS
Cairns,
Earle Edwin.
O Cristianismo através dos séculos. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2008.
A IGREJA E A
SOCIEDADE EM TENSÃO DESDE 1914
Em grande parte do
mundo a Igreja enfrenta o problema do Estado secular e totalitário e, em alguns
casos, o estado sob uma forma democrática dividida entre a guerra e o bem-estar
social. O liberalismo que havia se tornado uma força de 1875 a 1929, deu lugar
à neo-ortodoxia e seus sucessoresmaisradicais.
A reunião pela cooperação
em agências não-denominacionais, a fusão orgânica de denominações e a
confederação de igrejas estão gerando uma coordenação ecumênica mundial. Os
evangélicos que concordam em aspectos teológicos gerais, mas divergem em outros
menos importantes estão rapidamente substituindo as igrejas liberais dos ramos
tradicionais.
Está ocorrendo um
grande crescimento da Igreja através da fundação de megaigrejas e da
evangelização em nações asiáticas da região do Pacífico, América Latina e
África. Muitas denominações estão dando posições de maior destaque às mulheres,
seja na ordenação ao ministério ou em missões.
A IGREJA NA CULTURA
MUNDIAL EM TRANSFORMAÇÃO
O século XX a partir
de 1914, foi marcado por desordem nos negócios internacionais e da insegurança
em relação as questões econômicas. Diverso confrontos com o cristianismo
oriundos de várias fontes religiosas foram causas de preocupações para a classe
religiosa.O período entre 1914 e 1945 tornaram-se mais drásticos para o mundo
do que os enfrentados pela Europa durante os conflitos religiosos e ideológicos
na guerra dos trinta anos.
Neste período houve
duas guerras mundiais, causando a falência de grandes impérios e o surgimento
de duas grandes potenciais. Dois terços da população mundial foram subjugadas pelo
totalitarismo que substituiu a democracia. Surgiram as megaigrejas evangélicas,
em detrimento da queda do prestígio de teologias liberais, neo-ortodoxas e
radicais, como também surgiram os Estados todo-poderosos, totalitário e secular
que não admite a divisão na lealdade dos seus cidadãos.
POSIÇÃO DA IGREJA NAS
DUAS GRANDES GUERRAS
A partir do século
XIX e começo do século XX vários movimentos surgiram alegando promoção de paz
mundial, grupos pacifistas marcaram sua presença entre os movimentos de paz. A
sociedade condenou a guerra, exceto para defesa própria. Várias conferências
internacionais de paz, incentivadas pelas igrejas foram realizadas anualmente,
desde a ocorrência da primeira em Paris em 1989 até 1913.
Pastores abençoaram as espadas e as deram
capelães para os exércitos, recrutaram jovens, mostrando a natureza religiosa
da guerra. Os acontecimentos pós guerra, o fracasso das nações em assegurar a
paz e as revelações de venda de armas durante a guerra, foram suficientes para
deixar as igrejas desiludidas com a guerra, fazendo com que muitos pastores se
tornassem pacifistas. As igrejas dos países totalitários foram forçadas a
guardar silêncio acerca dos acontecimentos políticos, e os que se opunham ao
Estado eram perseguidos.
TENSÕES ENTRE ESTADO
E IGREJA
As relações entre
estado e igrejas tem sido diferentes nos países democráticos e nos
totalitários. No primeiro, frequentemente as relações tem sido tensas à medida
que os estados se tornam secularizados, criando várias limitações em tempos de
guerra, mas que após a guerra mantém meios regulatórios sobre a vida dos
indivíduos, como padrões de intolerância ou de separação.
Já nos países onde o
Estado era todo poderoso, as suas ações foram limitadas pela constituição, onde
o povo poderia escolher, pelo voto, quem lhe oferecesse a melhor opção
política, onde uma declaração de direito dava ao indivíduo uma vida religiosa e
social livre e privada.A ditadura nazista na Alemanha enfraqueceu a igreja
católica, não só naquele país, como também em todo mundo, onde ela tem sofrido
pesadas perdas.
Na América Latina tem
perdido o monopólio religioso, levando muitos sacerdotes a apoiar mudanças
sociais e econômicas revolucionárias, violentas e esquerdistas visando parar as
perdas sofridas. Procurando reforçar sua posição em alguns países democráticos
e nos EUA, onde o seu poder é tanto que raramente alguma publicidade
desfavorável à ela aparece na imprensa. Insistindo sempre em falar por meio do
papa, a quem atribui autoridade final em questões de fé e moral. Já em regimes
totalitários a igreja católica tem sofrido perseguição pela insistência na
obediência dada primeiro à igreja.
Assim como Hitler
perseguiu os judeus, muitos países totalitários, também perseguiram os
protestantes e católicos. O Comunismo totalitário tem perseguido os cristãos,
tanto hoje quanto na época de Décio e Diocleciano, em função do ateísmo
materialista que subjaz à sua filosofia. A igreja na China enfrentou e enfrenta
até hoje a perseguição das autoridades comunistas e embora a igreja católica
oponha-se ao comunismo, ela não tem nenhuma condenação ao mesmo nos países em
que seus dirigentes a deixam livre para trabalhar com seu povo.
Diante do exposto, a
igreja, principalmente a cristã, deve se opor ao comunismo, apoiando
iniciativas para por fim aos males que contribuam para o seu favorecimento, não
deixando se transformar em instrumento
de qualquer grupo particular, devendo pregar e viver o evangelho de Jesus.
NACIONALISMO ESTATAL
ÉTNICO-RELIGIOSO
Mesmo tendo apoiado a
libertação dos escravos negros nos EUA em 1863, as igrejas permaneceram
indiferentes com a segregação racial no século seguinte. Os movimentos
pós-abolição tiveram pouco apoio das igrejas, salvo as de tendência liberal, as
demais foram muito lentas em abrirem a suas portas para receber os negros em
igrejas de brancos.
Vemos que os
problemas de relacionamento entre igrejas e estados acerca de questões como
guerra, poder estatal, racionalismo étnico ou religioso, muito provavelmente
continuarão.
O DECLÍNIO DAS
TEOLOGIAS LIBERAL, NEO-ORTODOXA E RADICAL
No início de 1920 as
teologias liberal, neo-ortodoxa e radical, dominavam as faculdades, seminários
e púlpitos, isto estava acabando com o consenso teológico vigente desde a
reforma. As idéias da natureza universa e permanente do cristianismo foram
desafiadas pelos crescentes ataques que sofreram a partir da segunda metade do
século XIX, estas idéias foram muitas vezes negadas.
O liberalismo
clássico, embora só tenha atingido seu ponto forte na época da 1ª guerra
mundial, logo veio abaixo por causa dos horrores da guerra e do surgimento da
neo-ortodoxia, que teve seu auge no cenário teológico entre 1930 até 1950,
começando a cair a partir de 1960.
SURGIMENTO E
DISSOLUÇÃO DO LIBERALISMO
A partir de 1900 os
ministros liberais espalharam suas idéias dos seminários para o laicato, saindo
da Europa para os EUA por meio dos estudantes de teologia das universidades
Alemãs e Escocesas. Para estes teólogos da filosofia kantiana a Bíblia deveria
ser estudada como um livro humano e não como revelação de Deus, pois continha,
segundo eles, apenas registro subjetivo da consciência humana de Deus.
Com a perda da
influência ao redor do mundo, a partir de 1930 o liberalismo declina em número
de membros e de missionários. Após a ocorrência do seminário do seminário de
harford em 1975, o retorno às doutrinas do evangélico anteriormente confessado
foi então clamado por seus participantes, declarando a inerrância bíblica, como
forma de negar todas as doutrinas surgidas.
INÍCIO DA
NEO-ORTODOXIA
A Neo-ortodoxia ou
teologia da crise, também conhecida como teologia existencial, aos poucos foi
substituindo o liberalismo entre 1930 e 1950, quando foi então, substituída
pelas teologias radicais. Graças aos acontecimentos oriundos das duas grandes
guerras mundiais, o liberalismo aos poucos foi cedendo lugar para a
neo-ortodoxia, que teve seu início com Karl Barth.
Embora inicialmente,
tenha sido liberal, mas que devido às necessidades observadas em seus
paroquianos e também pela inadequação dessa teologia, levaram-no a buscar
respostas em outras fontes, entre elas as Escrituras e os escritos de João
Calvino, o que o tornou opositor do partido nazista, tendo que retornar para
sua terra, onde se dedicou inteiramente ao estudo de sua obra teológica.
A doutrina
Neo-ortodoxa, embora reafirmasse a pecaminosidade humana e a transcendência de
Deus negava a Bíblia como revelação divina, afirmando tratar-se de um livro
humano, um registro e um testemunho da revelação e não uma revelação objetiva,
histórica e inspirada em si mesma, tornando-se revelação para o indivíduo
apenas nos momentos de crise, daí o termo teologia da crise.
Alguns pensadores
neo-ortodoxos também retiveram a antiga crítica bíblica liberal, entre eles
citamos: Emil Brunner (1889-1966) aceitava que havia alguma revelação natural
de Deus> Reinhold Niebuhr (1893-1971) afirma que o liberalismo é inadequado
para suprir as necessidades dos trabalhadores.
Cria que o amor de
Deus na Cruz dava uma resposta transcendente à história. Paul Tillich (1886-1965)
cria que Deus era o “fundamento do ser”. Dissolveu tanto a Bíblia como os
credos em expressões subjetivas do pensamento humano, sujeitas a críticas, onde
a religião era a “preocupação suprema”. Também Rodolf Bultmann (1884-1976)
dizia que os apóstolos apresentavam a verdade e concluiu que as pessoas
conheciam muito pouco acerca da pessoa e dos ensinos de Cristo, e até mesmo de
sua vida.
TEOLOGIAS RADICAIS
Várias correntes
teológicas radicais surgiram e desapareceram a partir de 1960, todas se
tornaram inadequadas para suprir as necessidades humanas. Trocaram o Deus
transcendente por um Deus imanente na história e um Cristo totalmente Deus por
um Cristo humano. E entre estas algumas tiveram mais destaques, como a teologia
“Deus está morto”.
Para eles Deus estava
morto psicologicamente porque tinha deixado de existir na prática, ou morto
historicamente porque era irrelevante em um mundo de guerra, do holocausto
judeu, ou ainda morto ontologicamente, porque morreu na morte de Cristo.
Teologia
da esperança:
Onde a ação futura de Deus é mais enfatizada na história do que a revelação
passada, seu defensor Jürgen L.Moltmann, e Wolfhart Pannenberg, para quem a
história revela Deus em ação, onde a revelação é mais ato ou evento do que
proposição.
Teologia do processo: Tenta explicar a existência do mal
no mundo, onde Deus já não é soberano ou transcendente, e a natureza da
realidade é o tornar-se e não ser.
Teologia de libertação: Prega um compromisso
pela libertação dos oprimidos, assim como Cristo fez. Está fundada nos
conceitos marxistas.
Todos esses sistemas
são tentativas de resolver os problemas do homem na história através dos
esforços do próprio homem e de uma divindade imanente em Jesus Cristo, o homem,
contudo sem fazerem justiça a Deus, Cristo ou a Bíblia.
SURGIMENTO DA
ORGANIZAÇÃO ECUMÊNICA
O termo ecumênico foi usado pela primeira vez por
volta de 1936 numa conferência da Comissão sobre Fé e Ordem, passando por três
estágios desde então, e tem se multiplicado nos últimos anos por meios de
Confederações, buscando uma unidade espiritual e facilitando o trabalho de
missões.
Tendo recebido
colaboração também do Reavivamento. Foi promovido primeiramente pelos
evangélicos da fundação Evangelical
Alliance, em Londres, em 1848 e nos EUA em 1867. Eles se juntaram em torno
de uma base confessional que mais tarde foram ignorados pelos ecumênicos
liberais.
Formado por dois
organismos, o Plano de Uunião que era composto pelos congregacionais e
presbiterianismo visavam suprir a demanda de pastores para o oeste americano, e
a Cooperação não-denominacional atingindo maior amplitude, foi organizada
basicamente dor organização americanas, em 1816 por cristãos de diferentes
denominações que sustentaram seu ministério, tendo se espalhado para as
Américas do Sul e Latina.
REUNIFICAÇÃO ORGÂNICA
Após o fim da
primeira guerra mundial as igrejas com o mesmo pensamento teológico começaram a
se fundir, buscando uma reunificação dando início as grandes denominações
luteranas e metodistas.
Também as Igrejas com
padrões teológicos diferentes, com formas de governo eclesiástico diversos,
procuraram unir-se para formar outras denominações.
CONFEDERAÇÕES
ECLESIÁSTICAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
São as diferentes
denominações protestantes que buscaram atingir os objetivos comuns dos grupos
participantes. Essas confederações protestantes, muitas vezes têm sido formadas
para desenvolver agência de cooperação interdenominacional, estimulando a
demanda por um concílio ecumênico que envolve as Igrejas Protestantes Ortodoxas
do mundo.
Todas essas
confederações organizam conselhos onde se discute a união e a busca de um
consenso em uma unidade espiritual, deixando, muitas vezes, a teologia em
segundo plano na busca da unidade organizacional.
UNIDADE EVANGÉLICA NA
DIVERSIDADE
O evangelicalismo
surgiu mais precisamente na Inglaterra no século XVII tendo sido fortalecido
pelos grandes avivamentos na Inglaterra e na América do Norte, onde a Bíblia
foi considerada completamente inspirada e a infalível regra de fé e prática.
A partir do surgimento
do liberalismo na segunda metade do século XIX, várias correntes filosóficas e
idealistas discordaram e tentaram dar outros conceitos de fé, onde viam na
teoria da evolução a razão do surgimento do ser, opondo-se a criação especial
de Deus. Graças aos grupos de defesa da santidade na tradição wesleyana que se
opuseram a este liberalismo, a teoria da evolução foi fortemente combatida.
Durante anos os
conflitos entre liberais e evangelicais foram constantes, onde os evangelicais
sempre buscaram combater as doutrinas liberais que defendiam a evolução, e nos
EUA, muitas legislações proibiram o ensino da evolução nas escolas públicas.
Apesar de todos os
esforços, o liberalismo venceu a disputa nas igrejas históricas entre 1929 e
1945, forçando os evangelicais a se retirarem “voluntariamente” ou por meio de
julgamentos eclesiásticos. A partir de 1945 essas denominações liberais
diminuíram em número de membros, no envio de missionários e nas contribuições
enquanto que grupos envangelicais se reorganizavam, embora marcados por novas
instituições e denominações.
UNIDADE DA TEOLOGIA
EVANGELICAL NA DIVERSIDADE ORGANIZACIONAL
O resultado desses
acontecimentos foi o surgimento de várias correntes evangelicais com certas
idéias em comum. Concordam, em geral, com as verdades bíblicas fundamentais,
mas divergem em assuntos como línguas, segunda obra da santificação, modo de
batismo, dispensacionalismo e o pré-milenismo.
Entre essas várias correntes podemos citar as
seguintes:
a)-Fundamentalismo- O
termo foi usado pela primeira vez em 1920, por Curtis L. Laws, para se referir
aos separatistas que rejeitaram o liberalismo e aceitaram os ensinos
evangelicais. Mais tarde o termo se tornou sinônimo de atitude anti-social e
antiintelectual. Com o passar dos tempos os fundamentalistas tem se tornado
mais abertos à cooperação com outros evangelicais.
b)-Corrente central
entre os evangelicais- São constituídos por escolas bíblicas, faculdades,
associações de faculdades bíblicas e seminários, que não só se preocupam nos
ensinamentos bíblicos, mas também se organizam na produção de literatura, tanto
para especialistas quanto para leigos. Alguns seminários foram fundados para
treinar ministros para grupo conservadores.
c)-Outros dois
movimentos que ainda exercem influência nas correntes evangelical, mesmo após
seus nomes terem desaparecido, são o “neo-evangelical” e o movimento “Jesus
people”. O primeiro ainda levanta questões acerca da inspiração verbal e
inerrância, difere quanto ao diálogo entre os liberais e o neo-ortodoxo que são
favoráveis ao ecumenismo. Já o movimento Jesus people, surgiu de uma
contracultura de drogas, amor livre, antiintelectualismo e forma de vestimentas
descuidada, enfatizam o amor e testemunham agressivamente de Cristo nas ruas.
d)-Grupos
Pentecostais-carismáticos da Terceira onda- Essas denominações pentecostais
clássicas tem envolvido a classe média baixa rural e urbana desde 1901, já o
movimento carismático tem sido ativo na Igreja Católica e nas igrejas da
corrente central protestante nos subúrbios desde a década de 1960. Esses grupos
mais a terceira onda- composto por
pessoas que não se interessam em se associar aos carismáticos pentecostais-,
são formados principalmente nas regiões urbanas e incluem mais mulheres do que
homens e pessoas mais pobres.
DECLÍNIO E EXPANSÃO
NO CRESCIMENTO DA IGREJA
Devido à influência
do liberalismo, a neo-ortodoxia e as teologias radicais as igrejas históricas
se enfraqueceram, embora o cristianismo ainda seja o maior grupo religioso do
mundo> o que podemos observar é que as novas correntes teológicas têm
priorizado a salvação e política em vez da salvação das almas e isso tem levado
em número cada vez maior de pessoas a buscar satisfação e realização pessoal em
detrimento da salvação da sua alma.
Embora as igrejas
históricas estejam em declínio, um outro mostra que as denominações
conservadoras na América do Norte tem crescido em todas as áreas e o que se
espera com esse crescimento é que não seja somente em salvação de almas, mas
também que se posicionem pela moralidade na esfera pública, na influência
social e na política social.
PRINCÍPIOS DE
CRESCIMENTO DA IGREJA
Nessas regiões os
princípios de crescimento de igrejas têm sido usados com maior proveito, visto
que a América do Norte e a Europa ainda são a principal fonte de sustento e
obreiros para a obra missionária em outros países. Estas obras missionárias fez
surgir os grandes avivamentos que fizeram com que milhares de pessoas fossem
ganhas para Cristo, até mesmo aquelas que haviam se excluído da sociedade. Embora
os reavivamentos tenham sidos orientados para as regiões rurais e as vilas nos
períodos iniciais, ocorrendo, principalmente entre as pessoas de classe baixa
ou média, também não deixou de influenciar a classe alta.
Os reavivamentos,
mesmo tendo ocorrido com mais freqüência no meio da teologia calvinista, nem
por isso deixou de ter seus líderes principais, como os irmãos Wesley e
Finney> As mulheres também tiveram sua importância nos reavivamentos, entre
elas Hannah Ball, lydia, Francis Willard, Phoebe Palmer, uma das principais
idealizadoras das igrejas e encontros da santificação. Buscando alcançar um
maior número de pessoas, as igrejas estão descentralizando as suas organizações
para discipular por meio de células ou grupos pequenos, o que facilita o
ensino, a comunhão, o fortalecimento espiritual, restauração de casamentos e
até na luta contra as drogas.
AS FORÇAS QUE SE
OPÕEM AO CRESCIMENTO DA IGREJA
Entre tantas forças que
influenciam e se opõem ao crescimento de igrejas por todo o mundo, podemos
citar:
Estado
Talvez seja o Estado, que com suas
diversas formas tenha sido a maior ameaça na existência da Igreja. Estados
socialistas e até democráticos estão ou já excluíram a religião de sua esfera
pública para privatizá-la. Portanto, este perigo, que tem se tornado real,
precisa ser combatido pela Igreja, para evitar a privatização da expressa
religiosa ou moral.
Nacionalismo
religioso
Esta é uma das grandes ameaças às missões e
às igrejas oficiais em países tradicionalmente comunistas, islâmicos e hinduístas,
que impedem ou barram por completo a pregação do evangelho e até perseguem os
cristãos.
Seitas religiosas
Principalmente na
América do Norte, estas seitas têm se tornado oposição às igrejas, que com suas
doutrinas e até mesmo afirmando que possuem respostas definitivas para os
problemas de saúde, tristeza, sucesso dentre tantas outras, buscam alcançar as
almas infelizes por meio de encontros, visitas nas casas e também por meio de
cursos por correspondências. Várias são as seitas espalhadas por toda parte e
todas elas negam as doutrinas bíblicas.
DECLÍNIO E EXPANSÃO
MUNDIAL DO CRISTIANISMO
A expansão do
cristianismo no mundo é real, no entanto, assim como cresce também caem e
muitas vez porque as obras missionárias que começam não são continuadas, como,
por exemplo, o treinamento de líderes, escolas bíblicas, seminários visando a
qualificação de pessoal para liderar as igrejas, bem como proteger as pessoas
contras as falsas doutrinas. A África é um exemplo disso.
Na Ásia o crescimento
dos evangelicais tem sido intenso, talvez graças as missões que para lá fluem
de toda parte do mundo.
A Europa, que já foi
um continente cristão, tem se tornado um campo missionário formados por
batistas e grupos e pentecostais. Em muitos países os números de evangelicais que
freqüentam as igrejas tem sido expressivo, principalmente aos domingos,
enquanto países que se dizem católicos este número têm sido, cada vez menor, em
muitos deles não chega nem a 1% de freqüência.
A América Latina
possui cerca de 40% dos pentecostais do mundo, mas desses muitos tem sidos
levados a seguir a teologia da libertação e até mesmo o comunismo, mesmo assim
as igrejas evangélicas estão crescendo. Embora encarem grandes desafios, a
igreja busca coragem e advertências de padrões no passado da história da igreja
para continuar crescendo em números e em fé.
O CRISTIANISMO NA
AMÉRICA LATINA DO SÉCULO XX
Vários fatores
contribuíram para que o protestantismo só fosse implantado na América Latina no
século XIX, graças a imigração e o esforço missionário. O liberalismo político
do fim do século XVIII era otimista em relação à radical mudança democrática e
progressista do século XII.
O capitalismo visto
como emancipação econômica, terminou em colapso, trazendo consigo a
desintegração do movimento cristão democrático.
Nas igrejas
Latino-Americanas, o catolicismo é endêmico, onde cerca de 80 a 90% das
pessoas, se perguntadas, responderiam que são católicas. Sabe-se ainda que o
catolicismo latino americano tem suas heranças nas raízes ibéricas, o que
talvez explique a preferência pelo catolicismo, uma vez que representa
comodismo para a maioria que se declaram como tal.
O pentecostalismo
aparece no Brasil entre 1909 e 1910 e sua história é diferente de país para
país, as denominações tem se expandido por toda a América Latina. No Brasil o
pentecostalismo acelerou-se nas décadas de 60, 70 e 1980. As primeiras
organizações protestantes ecumênicas foram formadas em 1982, a Confraternização
Evangélica Latino-Americana, no Panamá e o Conselho Latino Americano de Igrejas,
no Peru. O protestantismo Latino-americano tem sua ênfase na regeneração
pessoal.
O catolicismo-romano,
a partir de 1950 foi aos poucos cedendo para a esquerda, na direção da
preocupação social. A sua fraqueza, no entanto, está mais centrada no sacerdócio,
por estar aquém da proporção percápita em relação a população católica, além do
mais cerca de 50% destes na América Latina, são missionários da Europa ou
América do Norte. Podemos ver, no entanto, que a Igreja Católica romana mudou
em muitas coisas, embora permaneça a mesma.
No Brasil o povo se
dá mais abertamente às praticas de ritos mágicos de origens africanas, em
grande parte pela ignorância dos elementos essenciais da fé católica. Até mesmo
em outros países latinos o povo está saindo do catolicismo e retornando às suas
religiões anteriores. Isso é um grande risco que pode levar à paganização da
igreja, o que é devido também a rápida urbanização que lançou as massas para as
cidades, abrindo caminho para as diversas correntes religiosas.
Bibliografia:
Cairns,
Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos. 2ª edição, São Paulo: Vida
Nova, 2008.
Por Wagner Brito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário