14/03/2014

DÍZIMO O JUGO DA IMPOSIÇÃO!

O dízimo é para os judeus e não para nós gentios, mas infelizmente há uma grande distorção da palavra de Deus e os líderes religiosos pegam o texto de Malaquias 3:10 e o usam como pretexto para adquirir vantagens para si, explorando a fé alheia. Não é feita uma exegese, ou seja, não extraem do texto o que realmente ele diz, mas fazem uma distorção adúltera e sem sentido para aplicarem em nossos dias, pois, inserem no texto um contexto que não passa de um pretexto para enganarem a muitos.  Porque alguns líderes não dão a mínima satisfação do que é feito com o dinheiro que se arrecada? Porque moram em mansões, andam em carros importados, gastam com viagens, vestem ternos de grife, comem em restaurantes caros? Levam um estilo de vida que não condiz com a sua remuneração? Além de pregarem a teologia da prosperidade usam também a teologia do terrorismo para oprimir, amaldiçoar e obrigar a membresia a dizimarem e isto vai na contramão dos ensinamentos de CRISTO. Não consolam as viúvas e nem os órfãos, não alimentam os famintos e nem vestem os que estão nus e muito menos visitam os enfermos. E o que mais admiro é a cegueira religiosa e a idolatria antropológica que é latente em nosso meio, admiro também a falta de leitura bíblica, a ignorância teológica e a conivência de muitos. Olhando para o testemunho de vida dos Apóstolos de Cristo, vejo quão grande é a diferença ao compararmos com os pseudos homens de Deus do século XXI, porque estes, são adoradores de si mesmo, egocêntricos, soberbos, hipócritas, manipuladores, gananciosos, prostitutos e adúteros, porque não pregam e não vivem o verdadeiro EVANGELHO de CRISTO, são sem dúvida adoradores de MAMON.


“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Rm 14.17).

"Mas, buscai primeiro o Reino de Deus , e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mt. 6:33).

11/03/2013

CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS!

          Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. (Mt 7:15).

Vós que congregais e colocais vossas vidas nas mãos destes mercenários, que não trabalham e vivem à custa das ovelhas sugando-lhes a gordura e a lã. São hipócritas e fariseus, agradam aos que são mais abastados e menosprezam os desfavorecidos e eles ainda afirmam fazer a obra, sua congregação é exclusiva e não inclusiva, coam uma mosca, mas arrotam um camelo.
Como disse Jesus vós tendes por pai o diabo, pois, ele é o pai da mentira. Realmente são mentirosos e enganam muitos, são homens de propósito com deus, transbordam santidade que, aliás, é um atributo que pertence somente ao SENHOR, ao contrário de nós que estamos em um processo de santificação para atingir a santidade que será quando nos encontrarmos com Jesus nos Céus.
E neste momento seremos transformados, pois, deixaremos essa forma decaída para uma forma perfeita e seremos iguais a Ele, ai sim alcançaremos a santidade. E aos hipócritas e fariseus o que restará é o lago de fogo eterno e queimarão junto com satanás eternamente. Se Cristo retornasse hoje sobrariam muitas moradas na Nova Jerusalém.
Tive o desprazer de conhecer pelo menos 1/2 dúzia desses hipócritas que transbordavam santidade e no fundo não passavam de LOBOS DEVORADORES. Fique esperto e saiba que IGREJA (INSTITUIÇÃO) e homem não salvam ninguém e sim o Filho de Deus o CRISTO que verteu seu sangue no calvário para nos redimir de todo o pecado. Amém. Por Wagner Brito. (Bacharel em Teologia).

30/07/2012

Cristão Sim, Extraterrestre Não!

Cristão Sim, Extraterrestre Não!

É inaceitável quando ouvimos certas heresias nos púlpitos das igrejas, pregadores extremamente empolgados no ápice de sua pregação costumam mandar os irmãos falarem algo uns para os outros e com isso espalham suas heresias. Outro dia estava na igreja e ouvi algo que me deixou abismado, uma  frase sem fundamento bíblico algum no qual o pregador extasiado disse: Diga para o seu irmão você é um extraterrestre! E a justificativa usada foi essa: Você não pertence a este mundo. Mas eu pergunto - Como assim não pertencemos a este mundo?
 Por acaso nós temos uma luzinha na ponta do dedo, somos personagens de algum filme de Steven Spielberg? Claro que não! O que a bíblia nos diz em Gênesis 2:7: “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.
O homem foi formado do pó da terra, portanto pertence a terra. Até alguns componentes químicos encontrados na terra estão presentes no corpo humano. Entre eles, destacam-se: oxigênio (65%), carbono (18%), hidrogênio (10%), nitrogênio (3%), cálcio (2%), fósforo (1%), potássio (0,35%), enxofre (0,25%), sódio (0,15%), magnésio (0,05%) e ferro (0,004%). Todos estes elementos estão também presentes na natureza, portanto queridos nós somos terráqueos, ou seja, habitantes da terra.
Extraterrestre refere-se a tudo que é de fora do planeta Terra, nós não somos de fora da terra, mesmo sendo Cristãos. Seguimos a Cristo e isso não nos torna um extraterrestre, nos tornamos separados do mundo pecaminoso, habitantes da terra e não condizentes com a prática do pecado. Vejamos o que a bíblia diz: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:9).
Sim fomos resgatados do mundo do pecado, por meio do sacrifício salvífico de Cristo Jesus no calvário, somos justificados e santificados nos tornando filhos de Deus. Ele deu sua vida por amor a nós e no terceiro dia ressuscitou vencendo a morte, para que possamos viver eternamente na nova Jerusalém como Ele prometeu. “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. 
(Jo 14:3).
Portanto vós não sois um Extraterrestre e nunca aceite esse adjetivo, mas tenha certeza que vós sois o povo adquirido, não com coisas corruptíveis, como o ouro e a prata, mas sim com o precioso sangue de Cristo que foi derramado por vós. Se você quiser ser um Cristão, filho de Deus. Confesse a Jesus como o seu único e suficiente salvador, entregue sua vida ao Senhor e o mais Ele fará.
Que o amor de Deus, a graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a comunhão e a consolação do Espírito Santo, esteja sobre todo o povo de Deus nos quatro cantos da Terra. Amém.


                                                                Por Wagner Brito.

                                                                           Α/Ω



03/05/2012




Viagens Missionárias de Paulo 

A Primeira Viagem 

Partindo de Antioquia. Barnabé foi o companheiro de Paulo na sua primeira viagem missionária, que durou cerca de dois anos (entre 46 e 48 d.C.) O objetivo deles era fundar igrejas. Começaram na ilha de Chipre; logo entraram no continente, passando por Perge e Panfília, indo imediatamente para Antioquia da Pisídia, na Galácia do Sul.
Antioquia da Pisídia. Nessa cidade Paulo e Barnabé começaram a pregar numa sinagoga (13.14). Uns creram e receberam a palavra, insistindo que Paulo retornasse no sábado seguinte para continuar o assunto. O número dos assistentes foi grande no sábado seguinte, e isso causou inveja nos judeus, resultando em perseguição. Paulo e Barnabé foram expulsos da cidade (13.42-46).
Listra, Icônio e Derbe. A cura de um coxo em Listra serviu como ponto de apoio para a pregação do evangelho (14.8-10). Depois disso Paulo e Barnabé foram para Derbe (14.20), e retornaram para o ponto de partida, visitando as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (14.22) e estabelecendo obreiros nativos, frutos do trabalho missionário. 

A Segunda Viagem 

Objetivo da segunda viagem. Na Segunda viagem, Silas foi companheiro de Paulo. O objetivo era duplo, revisitar as igrejas da Galácia do Sul, que Paulo fundara juntamente com Barnabé na primeira viagem (15.36; 16.1-6; Gl 1.2), e abrir novas frentes de trabalho, ou seja, fundar mais igrejas locais (v.6). 
O apóstolo não pretendia ir para a Europa; sua intenção era ir para Ásia: “foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a Palavra na Ásia” (16.6). Depois Paulo intentou ir para a Bitínia, mas novamente foi impedido (16.7), sendo em seguida impulsionado a rumar para Trôas. 
As igrejas européias. O apóstolo Paulo visitou muitas cidades européias do mundo grego, durante a sua segunda viagem. Aqui mencionamos apenas as cidades em que ele fundou igrejas. Em Filipos, começou a igreja na casa de Lídia (16.14,15,40); em Tessalônica, começou pregando numa sinagoga (17.1,2) e da mesma forma em Beréia (17.10-12). 
Em Atenas o trabalho começou numa sinagoga, e depois continuou nas praças e no centro acadêmico da cidade, o areópago (17.17-19). Em Corinto teve início na sinagoga, como sempre, depois teve de sair dela, e foi para a casa de Tito Justo, recebendo apoio de Crispo, principal da sinagoga, que creu no Senhor Jesus (18.4-8). Essa viagem durou cerca de três anos (entre 49 e 52 d.C.). 

Terceira e Quarta Viagens 

A igreja de Éfeso. Seu propósito era visitar as igrejas para confirmar e fortalecer os discípulos (At 18.22,23). Fez o mesmo caminho da segunda viagem: Galácia do Sul, região frígio-gálata, chegando a Éfeso, onde havia estado no fim de sua segunda viagem, ainda que tenha permanecido não mais que três dias na cidade (18.19-21). 
Na terceira viagem encontrou um grupo de 12 novos convertidos, que conheciam apenas o batismo de João (19.1-7). Por essa cidade havia passado Apolo (18.24) que fora instruído por Áqüila (18.26). Nessa oportunidade, o apóstolo ficou três anos na cidade (20.31). A viagem durou cerca de quatro anos (entre 53 e 57 d.C.). 
A cidade de Éfeso. Capital da província romana da Ásia, era a cidade mais importante da região e cruzamento de rotas comerciais. Nela estava o templo da deusa Diana (19.35), chamada pelos romanos de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Atualmente a cidade está em ruínas, e encontra-se localizada na região da Anatólia, Turquia. 
A viagem para Roma. Paulo partiu de Cesaréia Marítima como prisioneiro, pois havia apelado para César (At 25.11; 26.32). Foi uma viagem muito conturbada, por causa do mau tempo, e o apóstolo não perdeu a oportunidade: evangelizou os demais presos e a tripulação do navio que, em Malta, naufragou. Apesar dos danos materiais, ninguém pereceu. Nessa ilha, o apóstolo fundou uma igreja. Depois embarcou para Roma onde chegaria em 62 d.C. A viagem está registrada em Atos 27 e 28. 
Paulo em Roma. Enquanto aguardava a audiência com Nero, o apóstolo atendia os irmãos em casa alugada (At 28.30). A história de Paulo não termina aqui. O que se sabe, além da interrupção que Lucas faz de sua narrativa, são alguns detalhes que o apóstolo dá em suas cartas ou então por intermédio dos escritos dos Pais da Igreja. Seu caso foi examinado e ele foi absolvido. Nessa ocasião, se diz que ele cumpriu seu desejo de pregar na Espanha (Rm 15.28). Nas redondezas de Roma, fez um grande trabalho.


TEOSOFIA


TEOSOFIA

A Origem da Teosofia

A palavra Teosofia é de origem grega, de Theos, "Deus", e sophos, "sabedoria", significando literalmente "sabedoria divina", ou "conhecimento divino". 
O termo ganhou notoriedade no mundo ocidental a partir de 1875, com a fundação da Sociedade Teosófica, por Helena Petrovna Blavatsky, e pela grande polêmica que seus estudos criaram no meio cultural da época. 
A Teosofia é um corpo de conhecimento que responde a diversas questões que envolvem a vida: Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Qual a origem do universo?. 
O antigo biógrafo grego Diógenes Laércio assinala em sua obra a existência da Teosofia numa época anterior à dinastia dos Ptolomeus, que reinou no Egito durante o período helênico - de 323 a.C. até o Egito se transformar em província romana, em 30 a.C. Segundo ele, o fundador da Teosofia seria um hierofante egípcio conhecido como Pot-Amun, um nome de origem copta (uma antiga forma de escrita usada no Egito), e significava "aquele que é consagrado a Amon", o Deus da Sabedoria. Pot-Amun exercia suas atividades ensinando Teosofia para aqueles que não eram iniciados nos mistérios egípcios. 
A história mostra que ela foi revivida pelos filósofos neoplatônicos, Amônio Saccas (175-242) e Plotino (205-270), na Alexandria, Egito, durante o século 3. Conhecidos como philaletheus (amantes da verdade), fundaram a Escola Teosófica Eclética. O termo Teosofia fazia, então, referência a uma interpretação de acontecimentos do mundo exterior, como correspondentes de experiências da alma humana. 
Os neoplatônicos também eram conhecidos como analogistas, porque não buscavam a sabedoria apenas nos livros, mas através de análises e correspondências da alma humana com o mundo exterior e com os fenômenos que envolviam a natureza. Eles se dividiam em neófitos, iniciados e mestres, e os seus discípulos eram obrigados por juramento a não divulgar as doutrinas mais elevadas. De acordo com o historiador da Antiguidade, Heródoto (484 -425 a.C.), suas regras foram copiadas dos antigos Mistérios de Orfeu, da misteriosa religião do antigo mundo grego, conhecida como Orfismo. 
Na Escola Teosófica Eclética havia ensinamentos sobre os sistemas religiosos e espirituais de diversos povos, além do estudo das filosofias gregas. Esse fato explica a existência entre eles de alguns comportamentos e pensamentos budistas e hindus; por exemplo, aqueles que se relacionam ao respeito aos mais velhos e aos pais, e o ideal da afeição por toda raça humana. Suas atividades procuravam estabelecer um sistema de disciplina moral que estimulava a sociedade a viver de acordo com a lei de seus próprios países e que incentivava a purificação da mente pela busca da Verdade Absoluta. 
O objetivo da escola consistia em absorver e extrair dos diversos ensinamentos religiosos uma harmonia perfeita capaz de atingir todo coração que fosse amante da verdade. Dentro dessa concepção, a Teosofia seria a antiga e arcaica "Religião Sabedoria", conhecida em todos os países civilizados em que a sabedoria das escrituras servia como fonte de inspiração, com a personificação do princípio divino em nomes como Hermes, Thot e Buda. 
A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, E.U.A., em 17 de novembro de 1875, por um pequeno grupo de pessoas, dentre as quais se destacavam uma russa e um norte americano: a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o cel. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente. 
Em 1878 o Cel. Olcott e a Sra. Blavatsky partiram para a Índia. Em 3 de abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S.T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennai (antiga Madras), estado de Tamil Nadu, no sul da Índia. 

Teosofia - Uma Sabedoria Viva 

A Teosofia é um sinônimo de verdade Eterna, Divina, Absoluta, Paramarthika Satya ou Brahma-Vidya, que são seus equivalentes muito mais antigos na filosofia oriental. Teosofia, portanto, é uma Sabedoria Viva, o ideal que o verdadeiro teósofo busca alcançar e manifestar em sua vida diária como serviço à Humanidade. 
A adjetivação teosófica na denominação da S.T. significa, desta forma, uma sociedade cujos objetivos refletem esta Sabedoria, ou que nesta têm sua inspiração. Isto não que dizer que todos os membros da S.T. possuam esta Sabedoria ao tentar realizar tais objetivos. Quer dizer, apenas, que uma sociedade “teosófica” é uma sociedade cujos objetivos podem trazer benefícios imensos ao mundo, desde que compreendidos e realizados apropriadamente. 

 Símbolo da Teosofia 

Os dois triângulos eqüiláteros entrelaçados simbolizam o Universo como dualidade Espírito - Matéria. O de vértice para cima é o do Fogo, Espírito ou Pai; o de vértice para baixo é o da Água, Matéria ou Mãe. 
A cruz ansata simboliza o Espírito mergulhado na Matéria e nela está crucificado, porém que ressuscitou da morte permanecendo triunfante nos braços do vitimário já vencido e, por isso, é considerada a "Cruz da Vida", o símbolo da Imortalidade. 
A cruz suástica (cruz alada ou cruz de fogo) é o símbolo da energia vertiginosa que cria um Universo. Ao contrário do que muitos acreditam, a suástica é usada há mais de três mil anos pelos chineses, tibetanos, antigas nações germânicas; encontrada também entre os bompas e budistas; usada como símbolo do budismo esotérico, figurando a frente de todos os símbolos religiosos de todas as nações antigas, sendo o mais sagrado e místico símbolo da Índia. Tem estreita relação e até identidade com a cruz cristã. Como diagrama místico de bom augúrio "svástika" (suástica), ou seja, signo de saúde. 
A serpente que morde a própria cauda é o milenar símbolo da Eternidade, o círculo sem começo nem fim em que todos os universos crescem e declinam, nascem e morrem. Ao redor do símbolo o lema do Maharâja de Benares: Satyât nâsti paroDharma ("Não há Religião superior à Verdade"). 

Conceitos Básicos da Teosofia 

Segundo os Teosofistas, este corpus de conhecimento, a Sabedoria Divina, com a ética a ele associada, é tão antigo quanto o mundo, e a rigor é o único conhecimento que vale a pena ser adquirido. Sua realidade e importância são relembradas às pessoas periodicamente, sob diversas denominações e formalizações, adequadas ao espírito de cada época, local e povo para quem é apresentado, e é o tronco vivo e eterno de onde brotam as flores do ensinamento original todas as grandes religiões do mundo, do passado e do presente. 
Basicamente a Teosofia prega a fraternidade universal, a origem espiritual das formas e dos seres, e a unidade de toda a vida; defende uma fonte única e eterna para todo conhecimento. 
A Teosofia diz que a fonte de todo mal é a ignorância. O conhecimento, segundo prega, é ilimitado, mas se bem que sua totalidade esteja além do alcance de qualquer ser individual, é em vasta medida acessível a todos através de um longo processo de evolução, aprendizado e aperfeiçoamento, que necessariamente exige múltiplas encarnações, e continua até mesmo para regiões e idades onde a encarnação deixa de ser compulsória e a vida progride de beatitude em beatitude. 
Apesar de reconhecer a importância das religiões em seu estado mais puro como disseminadoras de ensinamentos importantes, não é uma filosofia teísta, se bem que possa ser descrita como panteísta, já que como um dos Mahatmas declara com rigor cartesiano, a existência de Deus como uma entidade distinta do universo dificilmente pode ser provada, mas reconhece níveis diferentes de evolução entre os seres, numa escada graduada que se ergue a alturas insondáveis. 
A Teosofia é um oceano de conhecimento que se estende de um extremo a outro da evolução dos seres sensíveis. Insondável nas suas partes mais profundas, ela exige das mentes mais poderosas o máximo de seu alcance, embora seja suficientemente rasa em suas margens para ser entendido por uma criança. 
A Teosofia é a sabedoria sobre Deus, para aqueles que acreditam que Ele está em tudo e em todas as coisas, e é sabedoria sobre a natureza, para o homem que aceita a afirmação encontrada na Bíblia Cristã de que Deus não pode ser medido ou descoberto, e que a escuridão cerca sua tenda. 
Embora contenha por derivação o nome Deus, e pareça a princípio abarcar apenas a religião, a Teosofia não nega a ciência, pois é a ciência das ciências e, por conseguinte, foi chamada de sabedoria das religiões. Porque nenhuma ciência é completa se deixar de fora qualquer aspecto da natureza, seja ele visível ou invisível; e a religião que se baseia apenas em uma revelação, deixando de lado as coisas e as leis que as governam, não é mais do que uma ilusão, um inimigo do progresso, um obstáculo no caminho do homem, em seu avanço rumo à felicidade. Englobando tanto o científico como o religioso, a Teosofia é uma religião científica e uma ciência religiosa. 
Não é uma crença ou um dogma formulado ou inventado pelo homem, mas é o conhecimento das leis que governam a evolução dos fatores físicos, astrais, psíquicos e intelectuais na natureza e no ser humano. A religião de hoje é apenas uma série de dogmas fabricados pelo homem, sem nenhuma fundamentação científica para a ética que divulga; enquanto nossa ciência ainda ignora o invisível e não admite a existência de um conjunto completo de faculdades perceptivas internas no homem, ficando apartada do campo de experiência imenso e real que existe dentro do mundo visível e tangível. 
Mas a Teosofia sabe que o todo é constituído do visível e do invisível, e ao perceber que as coisas e objetos externos são transitórios, compreende os fatos da natureza, tanto interna quanto externa. Ela é, portanto, completa em si mesma e não vê mistério insolúvel em lugar algum; ela risca a palavra “coincidência” de seu vocabulário e saúda o reinado da lei em tudo e em todas as circunstâncias. 
É crença comum à humanidade que o homem possui uma alma imortal. A isso, a Teosofia acrescenta que ele é uma alma, e mais ainda, que toda a natureza é sensível, que o vasto conjunto de objetos e homens não é um mero ajuntamento de átomos arranjados ao acaso e deste modo sem leis que produzem leis; mas que desde o menor dos átomos, tudo é alma e espírito sempre evoluindo sob o domínio da lei que é inerente ao todo. A Teosofia diz, tal como ensinaram os antigos, que o curso da evolução é o drama da alma e que a natureza não existe para outro propósito que não seja a experiência da alma. 
A Teosofia recebeu muitas críticas em sua origem, numa polêmica que se estende aos dias de hoje, questionando tanto a doutrina como o caráter controverso de sua principal divulgadora, Helena Blavatsky, e do seu colaborador Charles Leadbeater. O casal Coulomb foi um dos primeiros detratores de Blavatsky, acusando-a de ser uma embusteira. Outro dos críticos foi Richard Hodgson, autor de um relatório sobre o caso Coulomb, onde ratificava as acusações contra ela. Também foi suspeita de ser uma agente do governo russo. 
Contudo, tais ataques foram mais tarde reavaliados por outros autores como Adlai Waterman e Vernon Harrison, e suas conclusões revelaram que os argumentos e provas levantados contra Blavatsky eram tão duvidosos quanto suas alegadas fraudes, estando longe de adotarem uma postura imparcial e científica.
Os escritos de Blavatsky também foram acusados de racistas, denegrindo etnias como os árabes e aborígenes. Porém estas opiniões aparentemente são baseadas na leitura descontextualizada de certos trechos, e devem ser entendidas com um grão de sal, no panorama mais amplo da teleologia Teosófica, onde é pregada a evolução das formas de vida, necessariamente incluindo estágios primitivos e outros mais avançados. 
Ela jamais defendeu, por exemplo, coisas como "limpezas étnicas", mas não se pode dissimular o fato de que tais argumentos podem ter sido tendenciosamente usados por outros para apoiar movimentos de fato racistas e genocidas como o Nazismo. 
Peter Washington escreveu recentemente um livro de crítica de grande repercussão intitulado Madame Blavatsky's Baboon: Theosophy and the Emergence of the Western Guru, mas foram detectados diversos erros e omissões significativos no texto e o uso de fontes de segunda e terceira mão, contribuindo para perpetuar inverdades já esclarecidas mas, por outro lado, também para renovar o interesse pela matéria Leadbeater foi o foco de um escândalo sexual envolvendo jovens pupilos que o obrigou à renúncia de suas funções na Sociedade Teosófica, mas aparentemente tudo teria sido um mal-entendido, o simples resultado da educação sexual clara e objetiva que dava a eles e que incluía a recomendação da prática da masturbação em casos específicos, quando a natureza do jovem era excessivamente passional e a fim de evitar que ele se entregasse a relações sexuais impulsivas ou potencialmente prejudiciais.
Mas quando o caso veio à tona, os hábitos de Leadbeater junto aos jovens, que incluíam o banho nu em conjunto, e às vezes o uso de uma mesma cama para dormir, que eram coisas comuns e aceitáveis mesmo na rigorosa e pudica sociedade vitoriana, foram interpretados como evidências de perversão. Posteriormente ele foi reabilitado na Sociedade Teosófica, já que a única prova apresentada contra ele foi um bilhete anônimo datilografado, contendo uma frase obscena - para a época. Os jovens acusadores não foram considerados de todo confiáveis e possivelmente agiam movidos por vingança pessoal cuja origem não ficou clara. Suas obras escritas também sofreram ataques. 
Algumas de suas pesquisas clarividentes resultaram em conclusões obviamente errôneas, como por exemplo quando afirmou a existência de uma civilização em Marte. Mas o próprio autor oferecia os seus livros neste campo como simples relatórios de pesquisas individuais que, apesar do cuidado, podiam estar sujeitas a enganos, e que não constituíam doutrina, mas sim sugestões e estímulo para pesquisas futuras por outros, que esperava serem mais completas, precisas e confiáveis, e que poderiam ou não corroborar as suas conclusões. 
Outro grave momento disruptivo ocorreu com o fracasso da instituição da Ordem da Estrela, quando Krishnamurti desautorizou o movimento, lançado pelo antigo preceptor Leadbeater e secundado por Annie Besant, para torná-lo o novo veículo do Instrutor do Mundo, e rompeu com a ST, declarando-se independente. Estes eventos, mais outras dissidências internas, contribuíram para o descrédito da Teosofia e da Sociedade Teosófica, especialmente após a retirada de membros importantes como William Judge e George Mead. 
A doutrina em si é encarada de várias formas depreciativas, considerando em suma que não oferece provas suficientes para suas alegações, que conceitos básicos são interpretados de modo conflitante pelos vários autores, que tem uma psicologia duvidosa e se resume em um amontoado de superstições disseminadas por falsos místicos. 
O que se deve lembrar é que nunca os teosofistas se declararam infalíveis, perfeitos ou imunes a ilusões e más-interpretações derivadas dos limites do entendimento humano. O próprio Mahatma K.H. disse a respeito de Blavatsky que " imperfeita como pode ser nossa agente visível - e frequentemente ela é muito imperfeita e insatisfatória - ela é ainda assim o melhor de que dispomos no momento", mas ao mesmo tempo reiterava suas magníficas capacidades, sem paralelo para o trabalho que havia de ser feito. 
Além disso todas as grandes filosofias e religiões do mundo foram criticadas com base no mesmo tipo de argumentos, cabendo pois ao pesquisador tecer as suas próprias conclusões e reger o seu comportamento baseado em sua experiência pessoal, na análise imparcial das informações apresentadas e sobretudo no bom senso, um conselho reiteradamente expresso por todos os principais expoentes do movimento teosófico, cujo mote é “Não há Religião superior à Verdade”. 

A Teosofia no Brasil 

A Teosofia foi principalmente difundida no Brasil através do Professor Henrique José de Souza, fundador em 1924 da Sociedade Espiritualista Dhâranâ, posteriormente denominada Sociedade Teosófica Brasileira em homenagem a Helena Blavatsky, e atualmente chamada de Sociedade Brasileira de Eubiose. Atualmente a Sociedade Teosófica internacional também opera no Brasil, sob o nome de Sociedade Teosófica no Brasil. 
No Brasil a Teosofia ganhou novas frentes de estudo ao explorar o conhecimento e a história antiga dos povos nativos brasileiros. O Professor Henrique, recolhendo símbolos e arquétipos antigos formou, no início do século XX, as bases para a Teosofia Brasileira, que é a apresentação dos mesmos arquétipos através da cultura nativa e de civilizações pré-colombianas. 

Bibliografia
Blavatsky, Helena. A Chave Para a Teosofia, Editora Teosófica, Brasília, 2004.
Blavatsky, Helena Petrovna - A Chave da Teosofia.
Sociedade Teosófica no Brasil.

Por Wagner Brito.

HISTORIA DO CRISTIANISMO, ATRAVÉS DOS SÉCULOS


HISTORIA DO CRISTIANISMO, ATRAVÉS DOS SÉCULOS

Cairns, Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2008.  
A IGREJA E A SOCIEDADE EM TENSÃO DESDE 1914

Em grande parte do mundo a Igreja enfrenta o problema do Estado secular e totalitário e, em alguns casos, o estado sob uma forma democrática dividida entre a guerra e o bem-estar social. O liberalismo que havia se tornado uma força de 1875 a 1929, deu lugar à neo-ortodoxia e seus sucessoresmaisradicais.
A reunião pela cooperação em agências não-denominacionais, a fusão orgânica de denominações e a confederação de igrejas estão gerando uma coordenação ecumênica mundial. Os evangélicos que concordam em aspectos teológicos gerais, mas divergem em outros menos importantes estão rapidamente substituindo as igrejas liberais dos ramos tradicionais.
Está ocorrendo um grande crescimento da Igreja através da fundação de megaigrejas e da evangelização em nações asiáticas da região do Pacífico, América Latina e África. Muitas denominações estão dando posições de maior destaque às mulheres, seja na ordenação ao ministério ou em missões.

A IGREJA NA CULTURA MUNDIAL EM TRANSFORMAÇÃO

O século XX a partir de 1914, foi marcado por desordem nos negócios internacionais e da insegurança em relação as questões econômicas. Diverso confrontos com o cristianismo oriundos de várias fontes religiosas foram causas de preocupações para a classe religiosa.O período entre 1914 e 1945 tornaram-se mais drásticos para o mundo do que os enfrentados pela Europa durante os conflitos religiosos e ideológicos na guerra dos trinta anos.
Neste período houve duas guerras mundiais, causando a falência de grandes impérios e o surgimento de duas grandes potenciais. Dois terços da população mundial foram subjugadas pelo totalitarismo que substituiu a democracia. Surgiram as megaigrejas evangélicas, em detrimento da queda do prestígio de teologias liberais, neo-ortodoxas e radicais, como também surgiram os Estados todo-poderosos, totalitário e secular que não admite a divisão na lealdade dos seus cidadãos.

POSIÇÃO DA IGREJA NAS DUAS GRANDES GUERRAS

A partir do século XIX e começo do século XX vários movimentos surgiram alegando promoção de paz mundial, grupos pacifistas marcaram sua presença entre os movimentos de paz. A sociedade condenou a guerra, exceto para defesa própria. Várias conferências internacionais de paz, incentivadas pelas igrejas foram realizadas anualmente, desde a ocorrência da primeira em Paris em 1989 até 1913.
 Pastores abençoaram as espadas e as deram capelães para os exércitos, recrutaram jovens, mostrando a natureza religiosa da guerra. Os acontecimentos pós guerra, o fracasso das nações em assegurar a paz e as revelações de venda de armas durante a guerra, foram suficientes para deixar as igrejas desiludidas com a guerra, fazendo com que muitos pastores se tornassem pacifistas. As igrejas dos países totalitários foram forçadas a guardar silêncio acerca dos acontecimentos políticos, e os que se opunham ao Estado eram perseguidos.

TENSÕES ENTRE ESTADO E IGREJA

As relações entre estado e igrejas tem sido diferentes nos países democráticos e nos totalitários. No primeiro, frequentemente as relações tem sido tensas à medida que os estados se tornam secularizados, criando várias limitações em tempos de guerra, mas que após a guerra mantém meios regulatórios sobre a vida dos indivíduos, como padrões de intolerância ou de separação.
Já nos países onde o Estado era todo poderoso, as suas ações foram limitadas pela constituição, onde o povo poderia escolher, pelo voto, quem lhe oferecesse a melhor opção política, onde uma declaração de direito dava ao indivíduo uma vida religiosa e social livre e privada.A ditadura nazista na Alemanha enfraqueceu a igreja católica, não só naquele país, como também em todo mundo, onde ela tem sofrido pesadas perdas.
Na América Latina tem perdido o monopólio religioso, levando muitos sacerdotes a apoiar mudanças sociais e econômicas revolucionárias, violentas e esquerdistas visando parar as perdas sofridas. Procurando reforçar sua posição em alguns países democráticos e nos EUA, onde o seu poder é tanto que raramente alguma publicidade desfavorável à ela aparece na imprensa. Insistindo sempre em falar por meio do papa, a quem atribui autoridade final em questões de fé e moral. Já em regimes totalitários a igreja católica tem sofrido perseguição pela insistência na obediência dada primeiro à igreja.
Assim como Hitler perseguiu os judeus, muitos países totalitários, também perseguiram os protestantes e católicos. O Comunismo totalitário tem perseguido os cristãos, tanto hoje quanto na época de Décio e Diocleciano, em função do ateísmo materialista que subjaz à sua filosofia. A igreja na China enfrentou e enfrenta até hoje a perseguição das autoridades comunistas e embora a igreja católica oponha-se ao comunismo, ela não tem nenhuma condenação ao mesmo nos países em que seus dirigentes a deixam livre para trabalhar com seu povo.
Diante do exposto, a igreja, principalmente a cristã, deve se opor ao comunismo, apoiando iniciativas para por fim aos males que contribuam para o seu favorecimento, não deixando se transformar  em instrumento de qualquer grupo particular, devendo pregar e viver o evangelho de Jesus.

NACIONALISMO ESTATAL ÉTNICO-RELIGIOSO

Mesmo tendo apoiado a libertação dos escravos negros nos EUA em 1863, as igrejas permaneceram indiferentes com a segregação racial no século seguinte. Os movimentos pós-abolição tiveram pouco apoio das igrejas, salvo as de tendência liberal, as demais foram muito lentas em abrirem a suas portas para receber os negros em igrejas de brancos.
Vemos que os problemas de relacionamento entre igrejas e estados acerca de questões como guerra, poder estatal, racionalismo étnico ou religioso, muito provavelmente continuarão.
  
O DECLÍNIO DAS TEOLOGIAS LIBERAL, NEO-ORTODOXA E RADICAL

No início de 1920 as teologias liberal, neo-ortodoxa e radical, dominavam as faculdades, seminários e púlpitos, isto estava acabando com o consenso teológico vigente desde a reforma. As idéias da natureza universa e permanente do cristianismo foram desafiadas pelos crescentes ataques que sofreram a partir da segunda metade do século XIX, estas idéias foram muitas vezes negadas.
O liberalismo clássico, embora só tenha atingido seu ponto forte na época da 1ª guerra mundial, logo veio abaixo por causa dos horrores da guerra e do surgimento da neo-ortodoxia, que teve seu auge no cenário teológico entre 1930 até 1950, começando a cair a partir de 1960.

SURGIMENTO E DISSOLUÇÃO DO LIBERALISMO

A partir de 1900 os ministros liberais espalharam suas idéias dos seminários para o laicato, saindo da Europa para os EUA por meio dos estudantes de teologia das universidades Alemãs e Escocesas. Para estes teólogos da filosofia kantiana a Bíblia deveria ser estudada como um livro humano e não como revelação de Deus, pois continha, segundo eles, apenas registro subjetivo da consciência humana de Deus.
Com a perda da influência ao redor do mundo, a partir de 1930 o liberalismo declina em número de membros e de missionários. Após a ocorrência do seminário do seminário de harford em 1975, o retorno às doutrinas do evangélico anteriormente confessado foi então clamado por seus participantes, declarando a inerrância bíblica, como forma de negar todas as doutrinas surgidas.

INÍCIO DA NEO-ORTODOXIA

A Neo-ortodoxia ou teologia da crise, também conhecida como teologia existencial, aos poucos foi substituindo o liberalismo entre 1930 e 1950, quando foi então, substituída pelas teologias radicais. Graças aos acontecimentos oriundos das duas grandes guerras mundiais, o liberalismo aos poucos foi cedendo lugar para a neo-ortodoxia, que teve seu início com Karl Barth.
Embora inicialmente, tenha sido liberal, mas que devido às necessidades observadas em seus paroquianos e também pela inadequação dessa teologia, levaram-no a buscar respostas em outras fontes, entre elas as Escrituras e os escritos de João Calvino, o que o tornou opositor do partido nazista, tendo que retornar para sua terra, onde se dedicou inteiramente ao estudo de sua obra teológica.
A doutrina Neo-ortodoxa, embora reafirmasse a pecaminosidade humana e a transcendência de Deus negava a Bíblia como revelação divina, afirmando tratar-se de um livro humano, um registro e um testemunho da revelação e não uma revelação objetiva, histórica e inspirada em si mesma, tornando-se revelação para o indivíduo apenas nos momentos de crise, daí o termo teologia da crise.
Alguns pensadores neo-ortodoxos também retiveram a antiga crítica bíblica liberal, entre eles citamos: Emil Brunner (1889-1966) aceitava que havia alguma revelação natural de Deus> Reinhold Niebuhr (1893-1971) afirma que o liberalismo é inadequado para suprir as necessidades dos trabalhadores.
Cria que o amor de Deus na Cruz dava uma resposta transcendente à história. Paul Tillich (1886-1965) cria que Deus era o “fundamento do ser”. Dissolveu tanto a Bíblia como os credos em expressões subjetivas do pensamento humano, sujeitas a críticas, onde a religião era a “preocupação suprema”. Também Rodolf Bultmann (1884-1976) dizia que os apóstolos apresentavam a verdade e concluiu que as pessoas conheciam muito pouco acerca da pessoa e dos ensinos de Cristo, e até mesmo de sua vida.

TEOLOGIAS RADICAIS

Várias correntes teológicas radicais surgiram e desapareceram a partir de 1960, todas se tornaram inadequadas para suprir as necessidades humanas. Trocaram o Deus transcendente por um Deus imanente na história e um Cristo totalmente Deus por um Cristo humano. E entre estas algumas tiveram mais destaques, como a teologia “Deus está morto”.
Para eles Deus estava morto psicologicamente porque tinha deixado de existir na prática, ou morto historicamente porque era irrelevante em um mundo de guerra, do holocausto judeu, ou ainda morto ontologicamente, porque morreu na morte de Cristo.
Teologia da esperança: Onde a ação futura de Deus é mais enfatizada na história do que a revelação passada, seu defensor Jürgen L.Moltmann, e Wolfhart Pannenberg, para quem a história revela Deus em ação, onde a revelação é mais ato ou evento do que proposição.
Teologia do processo: Tenta explicar a existência do mal no mundo, onde Deus já não é soberano ou transcendente, e a natureza da realidade é o tornar-se e não ser.
Teologia de libertação: Prega um compromisso pela libertação dos oprimidos, assim como Cristo fez. Está fundada nos conceitos marxistas.
Todos esses sistemas são tentativas de resolver os problemas do homem na história através dos esforços do próprio homem e de uma divindade imanente em Jesus Cristo, o homem, contudo sem fazerem justiça a Deus, Cristo ou a Bíblia.

SURGIMENTO DA ORGANIZAÇÃO ECUMÊNICA

O termo ecumênico foi usado pela primeira vez por volta de 1936 numa conferência da Comissão sobre Fé e Ordem, passando por três estágios desde então, e tem se multiplicado nos últimos anos por meios de Confederações, buscando uma unidade espiritual e facilitando o trabalho de missões.
Tendo recebido colaboração também do Reavivamento. Foi promovido primeiramente pelos evangélicos da fundação Evangelical Alliance, em Londres, em 1848 e nos EUA em 1867. Eles se juntaram em torno de uma base confessional que mais tarde foram ignorados pelos ecumênicos liberais.
Formado por dois organismos, o Plano de Uunião que era composto pelos congregacionais e presbiterianismo visavam suprir a demanda de pastores para o oeste americano, e a Cooperação não-denominacional atingindo maior amplitude, foi organizada basicamente dor organização americanas, em 1816 por cristãos de diferentes denominações que sustentaram seu ministério, tendo se espalhado para as Américas do Sul e Latina.
  
REUNIFICAÇÃO ORGÂNICA

Após o fim da primeira guerra mundial as igrejas com o mesmo pensamento teológico começaram a se fundir, buscando uma reunificação dando início as grandes denominações luteranas e metodistas.
Também as Igrejas com padrões teológicos diferentes, com formas de governo eclesiástico diversos, procuraram unir-se para formar outras denominações.

CONFEDERAÇÕES ECLESIÁSTICAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

São as diferentes denominações protestantes que buscaram atingir os objetivos comuns dos grupos participantes. Essas confederações protestantes, muitas vezes têm sido formadas para desenvolver agência de cooperação interdenominacional, estimulando a demanda por um concílio ecumênico que envolve as Igrejas Protestantes Ortodoxas do mundo.
Todas essas confederações organizam conselhos onde se discute a união e a busca de um consenso em uma unidade espiritual, deixando, muitas vezes, a teologia em segundo plano na busca da unidade organizacional.

UNIDADE EVANGÉLICA NA DIVERSIDADE

O evangelicalismo surgiu mais precisamente na Inglaterra no século XVII tendo sido fortalecido pelos grandes avivamentos na Inglaterra e na América do Norte, onde a Bíblia foi considerada completamente inspirada e a infalível regra de fé e prática.
A partir do surgimento do liberalismo na segunda metade do século XIX, várias correntes filosóficas e idealistas discordaram e tentaram dar outros conceitos de fé, onde viam na teoria da evolução a razão do surgimento do ser, opondo-se a criação especial de Deus. Graças aos grupos de defesa da santidade na tradição wesleyana que se opuseram a este liberalismo, a teoria da evolução foi fortemente combatida.
Durante anos os conflitos entre liberais e evangelicais foram constantes, onde os evangelicais sempre buscaram combater as doutrinas liberais que defendiam a evolução, e nos EUA, muitas legislações proibiram o ensino da evolução nas escolas públicas.
Apesar de todos os esforços, o liberalismo venceu a disputa nas igrejas históricas entre 1929 e 1945, forçando os evangelicais a se retirarem “voluntariamente” ou por meio de julgamentos eclesiásticos. A partir de 1945 essas denominações liberais diminuíram em número de membros, no envio de missionários e nas contribuições enquanto que grupos envangelicais se reorganizavam, embora marcados por novas instituições e denominações.

UNIDADE DA TEOLOGIA EVANGELICAL NA DIVERSIDADE ORGANIZACIONAL

O resultado desses acontecimentos foi o surgimento de várias correntes evangelicais com certas idéias em comum. Concordam, em geral, com as verdades bíblicas fundamentais, mas divergem em assuntos como línguas, segunda obra da santificação, modo de batismo, dispensacionalismo e o pré-milenismo.
Entre essas várias correntes podemos citar as seguintes:
a)-Fundamentalismo- O termo foi usado pela primeira vez em 1920, por Curtis L. Laws, para se referir aos separatistas que rejeitaram o liberalismo e aceitaram os ensinos evangelicais. Mais tarde o termo se tornou sinônimo de atitude anti-social e antiintelectual. Com o passar dos tempos os fundamentalistas tem se tornado mais abertos à cooperação com outros evangelicais.
b)-Corrente central entre os evangelicais- São constituídos por escolas bíblicas, faculdades, associações de faculdades bíblicas e seminários, que não só se preocupam nos ensinamentos bíblicos, mas também se organizam na produção de literatura, tanto para especialistas quanto para leigos. Alguns seminários foram fundados para treinar ministros para grupo conservadores.
c)-Outros dois movimentos que ainda exercem influência nas correntes evangelical, mesmo após seus nomes terem desaparecido, são o “neo-evangelical” e o movimento “Jesus people”. O primeiro ainda levanta questões acerca da inspiração verbal e inerrância, difere quanto ao diálogo entre os liberais e o neo-ortodoxo que são favoráveis ao ecumenismo. Já o movimento Jesus people, surgiu de uma contracultura de drogas, amor livre, antiintelectualismo e forma de vestimentas descuidada, enfatizam o amor e testemunham agressivamente de Cristo nas ruas.
d)-Grupos Pentecostais-carismáticos da Terceira onda- Essas denominações pentecostais clássicas tem envolvido a classe média baixa rural e urbana desde 1901, já o movimento carismático tem sido ativo na Igreja Católica e nas igrejas da corrente central protestante nos subúrbios desde a década de 1960. Esses grupos mais a terceira onda- composto por pessoas que não se interessam em se associar aos carismáticos pentecostais-, são formados principalmente nas regiões urbanas e incluem mais mulheres do que homens e pessoas mais pobres.

DECLÍNIO E EXPANSÃO NO CRESCIMENTO DA IGREJA

Devido à influência do liberalismo, a neo-ortodoxia e as teologias radicais as igrejas históricas se enfraqueceram, embora o cristianismo ainda seja o maior grupo religioso do mundo> o que podemos observar é que as novas correntes teológicas têm priorizado a salvação e política em vez da salvação das almas e isso tem levado em número cada vez maior de pessoas a buscar satisfação e realização pessoal em detrimento da salvação da sua alma.
Embora as igrejas históricas estejam em declínio, um outro mostra que as denominações conservadoras na América do Norte tem crescido em todas as áreas e o que se espera com esse crescimento é que não seja somente em salvação de almas, mas também que se posicionem pela moralidade na esfera pública, na influência social e na política social.

PRINCÍPIOS DE CRESCIMENTO DA IGREJA

Nessas regiões os princípios de crescimento de igrejas têm sido usados com maior proveito, visto que a América do Norte e a Europa ainda são a principal fonte de sustento e obreiros para a obra missionária em outros países. Estas obras missionárias fez surgir os grandes avivamentos que fizeram com que milhares de pessoas fossem ganhas para Cristo, até mesmo aquelas que haviam se excluído da sociedade. Embora os reavivamentos tenham sidos orientados para as regiões rurais e as vilas nos períodos iniciais, ocorrendo, principalmente entre as pessoas de classe baixa ou média, também não deixou de influenciar a classe alta.
Os reavivamentos, mesmo tendo ocorrido com mais freqüência no meio da teologia calvinista, nem por isso deixou de ter seus líderes principais, como os irmãos Wesley e Finney> As mulheres também tiveram sua importância nos reavivamentos, entre elas Hannah Ball, lydia, Francis Willard, Phoebe Palmer, uma das principais idealizadoras das igrejas e encontros da santificação. Buscando alcançar um maior número de pessoas, as igrejas estão descentralizando as suas organizações para discipular por meio de células ou grupos pequenos, o que facilita o ensino, a comunhão, o fortalecimento espiritual, restauração de casamentos e até na luta contra as drogas.

AS FORÇAS QUE SE OPÕEM AO CRESCIMENTO DA IGREJA

Entre tantas forças que influenciam e se opõem ao crescimento de igrejas por todo o mundo, podemos citar:

Estado
            Talvez seja o Estado, que com suas diversas formas tenha sido a maior ameaça na existência da Igreja. Estados socialistas e até democráticos estão ou já excluíram a religião de sua esfera pública para privatizá-la. Portanto, este perigo, que tem se tornado real, precisa ser combatido pela Igreja, para evitar a privatização da expressa religiosa ou moral.

Nacionalismo religioso
Esta é uma das grandes ameaças às missões e às igrejas oficiais em países tradicionalmente comunistas, islâmicos e hinduístas, que impedem ou barram por completo a pregação do evangelho e até perseguem os cristãos.

Seitas religiosas
Principalmente na América do Norte, estas seitas têm se tornado oposição às igrejas, que com suas doutrinas e até mesmo afirmando que possuem respostas definitivas para os problemas de saúde, tristeza, sucesso dentre tantas outras, buscam alcançar as almas infelizes por meio de encontros, visitas nas casas e também por meio de cursos por correspondências. Várias são as seitas espalhadas por toda parte e todas elas negam as doutrinas bíblicas.

DECLÍNIO E EXPANSÃO MUNDIAL DO CRISTIANISMO

A expansão do cristianismo no mundo é real, no entanto, assim como cresce também caem e muitas vez porque as obras missionárias que começam não são continuadas, como, por exemplo, o treinamento de líderes, escolas bíblicas, seminários visando a qualificação de pessoal para liderar as igrejas, bem como proteger as pessoas contras as falsas doutrinas. A África é um exemplo disso.
Na Ásia o crescimento dos evangelicais tem sido intenso, talvez graças as missões que para lá fluem de toda parte do mundo.
A Europa, que já foi um continente cristão, tem se tornado um campo missionário formados por batistas e grupos e pentecostais. Em muitos países os números de evangelicais que freqüentam as igrejas tem sido expressivo, principalmente aos domingos, enquanto países que se dizem católicos este número têm sido, cada vez menor, em muitos deles não chega nem a 1% de freqüência.
A América Latina possui cerca de 40% dos pentecostais do mundo, mas desses muitos tem sidos levados a seguir a teologia da libertação e até mesmo o comunismo, mesmo assim as igrejas evangélicas estão crescendo. Embora encarem grandes desafios, a igreja busca coragem e advertências de padrões no passado da história da igreja para continuar crescendo em números e em fé.

O CRISTIANISMO NA AMÉRICA LATINA DO SÉCULO XX

Vários fatores contribuíram para que o protestantismo só fosse implantado na América Latina no século XIX, graças a imigração e o esforço missionário. O liberalismo político do fim do século XVIII era otimista em relação à radical mudança democrática e progressista do século XII.
O capitalismo visto como emancipação econômica, terminou em colapso, trazendo consigo a desintegração do movimento cristão democrático.
Nas igrejas Latino-Americanas, o catolicismo é endêmico, onde cerca de 80 a 90% das pessoas, se perguntadas, responderiam que são católicas. Sabe-se ainda que o catolicismo latino americano tem suas heranças nas raízes ibéricas, o que talvez explique a preferência pelo catolicismo, uma vez que representa comodismo para a maioria que se declaram como tal.
O pentecostalismo aparece no Brasil entre 1909 e 1910 e sua história é diferente de país para país, as denominações tem se expandido por toda a América Latina. No Brasil o pentecostalismo acelerou-se nas décadas de 60, 70 e 1980. As primeiras organizações protestantes ecumênicas foram formadas em 1982, a Confraternização Evangélica Latino-Americana, no Panamá e o Conselho Latino Americano de Igrejas, no Peru. O protestantismo Latino-americano tem sua ênfase na regeneração pessoal.
O catolicismo-romano, a partir de 1950 foi aos poucos cedendo para a esquerda, na direção da preocupação social. A sua fraqueza, no entanto, está mais centrada no sacerdócio, por estar aquém da proporção percápita em relação a população católica, além do mais cerca de 50% destes na América Latina, são missionários da Europa ou América do Norte. Podemos ver, no entanto, que a Igreja Católica romana mudou em muitas coisas, embora permaneça a mesma.
No Brasil o povo se dá mais abertamente às praticas de ritos mágicos de origens africanas, em grande parte pela ignorância dos elementos essenciais da fé católica. Até mesmo em outros países latinos o povo está saindo do catolicismo e retornando às suas religiões anteriores. Isso é um grande risco que pode levar à paganização da igreja, o que é devido também a rápida urbanização que lançou as massas para as cidades, abrindo caminho para as diversas correntes religiosas.

Bibliografia:
Cairns, Earle Edwin. O Cristianismo através dos séculos. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2008.
Por Wagner Brito.

07/04/2012

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NO BRASIL

É de se admirar o MPF onde existem doutores das Leis, entrarem com uma representação contra o Pr. Silas Malafaia que saiu em defesa do Cristianismo, devido a afronta dos Homossexuais por infringir o artigo 5º, inciso VI da Constituição Federal, exibindo santos católicos de forma erótica para provocar os cristãos e me admira muito mais ainda a atitude do CNBB (Conselho Nacional dos Bispos do Brasil) ser totalmente omisso e não se manifestar contra a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABLGT) . 
A atitude do MPF demonstra a intenção de criar uma horda acima das Leis e de todos, podendo até ir contra a Constituição Federal e ficarem impunes. Porque o MPF também não fez uma representação contra o Sindicato dos Gays? Eles são inimputáveis? O PL 122 já foi aprovado? Isso só vem sugerir que a Magistratura, promotoria e algumas autoridades deste País são totalmente incompetentes, incoerentes, inconsequentes e que deveriam estudar mais. Se Homofobia é considerado crime, heterofobia e Cristofobia também o é. 
O que os Ativistas Gays querem é a trancos e barrancos uma imunidade que está acima até mesmo da imunidade parlamentar, exigem direitos para sí, mas esquecem que há deveres a serem cumpridos. Se os parlamentares aprovarem o PL 122, estarão assumindo que são totalmente descompromissados com os cidadãos de bem deste País, pois tal projeto é uma afronta à família que é a célula mãe da sociedade e instituída por Deus. Fica o meu protesto como Cidadão Brasileiro, Cristão (Evangélico), Pai de família e Teólogo. FAÇO USO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, PREVISTO NO ART. 5º, INCISO IV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Por Wagner Brito.